Régua para medir amizades

Amizade

Não seria incrível se a gente tivesse o poder mágico de saber medir o quantum de amizade verdadeira que existe em cada uma de nossas relações?

Tudo ficaria mais fácil! Com essa alquimia, saberíamos coisas cruciais do dia a dia e desse game da vida. Mudaríamos de fase.

Cada bom dia que recebemos ou damos, de casa ao trabalho teria um sentido próprio. E, dependendo de quem apertou o botão do café, saberíamos se o nosso veio com amizade ou se é só café mesmo. Seria o mesmo no almoço, no bar, na família, no churrasco, na balada ou em qualquer cama que a gente se deite com alguém. Poderíamos levar esse poder para qualquer circunstância em que estivéssemos com outras pessoas.

Se a humanidade tivesse essa régua, seria mais simples. Saberíamos melhor para quem ceder o lugar no ônibus e sorrir. Saberíamos mais da política do mundo. E saberíamos como gerir a nossa agenda de vida de modo a reservar os melhores espaços, para quem é mais recíproco com a gente na verdadeira amizade.

Essa coisa da amizade que a gente sente ou quer sentir é uma coisa tão confusa, que os gregos, a igreja, os moralistas e os românticos não conseguiram explicar direito. O Racionalismo mais atrapalhou do que ajudou no esclarecimento. E Freud que avançou nisso também, tampouco foi brilhante. Pelo menos, segundo a minha opinião.

Nessa minha crise de referências teóricas sobre o assunto, fico com Montaigne, que explicou assim sua experiência de amizade: “… porque era ele e porque era eu”. Isso é o que faz mais sentido para mim quando se trata de pensar sobre a amizade.

Mas uma amiga, avançada na minha própria métrica de amizades, me cobrou recentemente sobre as expectativas que gero com meus textos nesse blog. A Tatiana tem toda razão. Volto assim, ao tema proposto: uma régua para medir amizades…

Não conheço régua de medir isso. Mas imagino uma provisória.

Pensando numa matemática geral da amizade, a lógica seria assim: No eixo X estaria o desejo de estar junto e no Y, a reciprocidade que encontramos. Daí iríamos introduzindo dados e explorando funções possíveis.

Disso sairia um pequena régua para levar no bolso. De zero a 7, qual é o quantum de amizade presente em cada uma de suas relações?

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A régua, como disse, é bem provisória. Vou detalhar em futuros posts.

Do 0 ao 2, seria o Baixo Quantum. Coisas que acontecem e que podem ou não prosperar na escala da amizade.

Do 2 ao 4 seria o Médio Quantum. Uma faixa de amizade latente e promissora.

Do 4 ao 6 o Alto Quantum. Amizade intensa e consistente.

E do 6 ao 7 o Melhor Quantum da amizade. Quando o tempo já operou testes suficientes.

Todos nós temos alguma dificuldade quando se trata de dosar a amizade. Seja a que ofertamos, ou seja a que recebemos. Às vezes nos frustramos e às vezes nos surpreendemos com ela. Com um pouco mais de atenção aos seus indicadores, talvez soubéssemos navegar melhor o nosso mar pessoal de relações e afetos.

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