Quinta que vem tem de novo

Quinta que vem tem de novo

Gostei muito da nossa roda de conversa de quinta! Como disse para mim depois a Letícia, “o que fizemos foi muito importante”.

Quando comecei convidar as pessoas para essa roda, pensei assim: está todo mundo se sentindo isolado e nas trevas nesses tempos, eu também, mas sigo vivo e consciente. Deixar de ser otimista, não vou! Me recuso. Só que, daqui para frente, otimismo sem articulação, estratégia e ação não servirá para muita coisa.

Tratei então de convidar os companheiros e companheiras humanistas que tenho feito ao longo da minha vida de historiador, professor, comunicador e psicanalista. Chamo vocês todos de humanistas, porque é assim que os vejo e é assim que vejo o nosso papel histórico. O iracionalismo, o anticientificisimo, o fundamentalismo religioso… precisam ser combatidos com humanismo. E no caso brasileiro, anda tem o fascismo ascendente contra o qual estamos deflagrados.

Como a ideia surgiu rápido na quarentena: fiz poste, mandei link, lembrei que não lembrava nem a senha do meu Instagram… Enfim, de alguma forma tosca, me reativei bruscamente nas redes sociais depois de muito tempo de reclusão. Isso tudo para convidar os tais dos meus humanistas.

Por imperícia minha, não mandei convite para todas as categorias da minha agenda de humanistas queridos. Muitos deles faltaram nessa primeira roda por conta disso. Mas eles estão me garantindo que participarão da roda da quinta que vem.

De qualquer forma, o fato é que na quinta passada, na primeira roda de conversa, nós conseguimos conversar politicamente um pouco! Isso para mim foi motivo de muita alegria e de muita gratidão. Como vocês devem ter percebido, as palavras me faltavam para falar de Pandemia e Pandemônio!

Confesso que essa divisão, meio tola, me ocorreu de improviso, cinco minutos antes de começarmos na quinta passada. Era uma nuvem pesada de coisas para falar. Precisava de um corte brusco e de espada na nuvem sombria!: medo de morrer de pandemia, de bolsonaro-tiro, ou de tristeza com a merda gigante que vai rolar se a gente não arriscar? Precisaremos de muitas rodas de conversa para dissipar tudo isso, mas precisava começar de algum jeito.

Mas, do meu ponto de vista, olhar para cada humanista que estava lá foi outro presente do nosso encontro da quinta passada. Tinha todas as gentes em termos de origem, épocas, experiências de vida, condição econômica e desejo de viver em um mundo melhor. E todo mundo que estava lá era do meu conceito, como se diz! Foi muito bom sentir essa proximidade com gente que está tão distante. Com o tempo pretendo explicar para cada um, quem é cada outro que eu convidei. Todos são pessoas encantadoras.

Revi cada um e me lembrei dos contextos pelos quais eu gosto de cada qual. Fiquei com vontade de conhecer as trajetórias e as vidas atuais de cada um dos presentes. Aprendi coisas com todos que falaram. Estou ansioso por ouvir mais.

Não sei como foi para vocês, só sei que quinta que vem tem de novo! Vai ser pelo zoom mais uma vez. Só que não vai cair, pois a Fernanda e eu já estamos tomando as devidas providências tecnológicas.

Foi foda a quinta passada, como se diz em latim!

Quinta que vem tem de novo. Não precisamos agora de quantidades, precisamos de qualidades. Convide quem você quiser para a próxima roda.

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